sexta-feira, 13 de julho de 2012

Em preto e branco

Além da crise eminente, aprendi com minha psiquiatra que o TBH (Transtorno Bipolar do Humor) tem níveis e tipos. Os níveis medem o quanto o transtorno vai afetar sua vida ( em uma escala de um a cinco, sendo o um em menor intensidade) e os tipos é se você tende a mania ou a depressão.

Eu tenho o transtorno em nível um e do tipo dois, tendência a depressão. Já comentei em meu primeiro post, que nós bipolares vamos de um extremo a outro do humor. Hoje, vou tentar transmitir o que é uma crise de depressão pra nós.

Você está no curso "normal" da sua vida, nada de grandes emoções... os sentimentos se mantém estáveis sem grandes oscilações. De repente uma energia, uma sensação se transforma em lágrimas de emoção. Nada muito bizarro para uma pessoa como eu do tipo "manteiga derretida" (choro até em comercial de tv) mas, em segundos o choro se torna de tristeza e segue compulsivamente.

Pronto, a tristeza me arrebatou... com tanta intensidade e de uma maneira tão inesperada que atordoada não faço noção de onde o golpe certeiro saiu e pq ele veio. Uma angustia toma meu peito e eu só sinto o dolorido "apertar". Num segundo o mundo perde a cor e meu ser se torna desesperança, nada me agrada, nada me consola.

Os olhos ardem, o rosto incha.. não consigo enxergar, não consigo parar de tremer, não consigo me conter. Tudo que aprendi, tudo que acredito, tudo que defendo parece desaparecer... eu não sou mais eu. A minha razão se cala totalmente, não adiantar apelar... a dor grita, impõe, sufoca!

E eu só consigo pensar: não tem jeito, não tem jeito. Não, embora eu esteja naquele momento perdida nas trevas, querendo o fim de todo aquele sofrimento eu não vou tentar contra minha vida. Eu sei se tivesse êxito a dor se multiplicaria e meu momento na escuridão se prolongaria. Nessa armadilha não caio mais.

Mas, um sentimento de círculo vicioso de tentativas de seguir a vida e evoluir parece esbarrar no abatimento de mais uma vez estar entregue a minha debilidade. Sinto como se estivesse presa aos meus problemas e que não conquistei nada... penso afinal, qual o sentido da minha existência? Nada parece justificar a minha estada aqui, nesse planeta, nessa vida, agora.

Um comentário:

  1. nooosa como conseguimos pensar e refletir fora de uma crise pq em crise parece q nada tem sentido q se eu não existisse seria melhor pra todos q m rodeiam penso q seria melhor até pra minhas filhas q eu amo tanto. bju kerida força sempre

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