sábado, 7 de setembro de 2013

Tribulação

Não, eu não estou bem.
Tento incessantemente e sem sucesso preencher o vazio.
Parte do meu fracasso é não saber com o que devo encher...
... Esse buraco negro que me consome.
Os olhos ficam rasos d'água mas, as lágrimas são só lágrimas... não preenchem.
O buraco não enche porém, se expande.
É tudo tão fundo, profundo, escuro e negro...
Lá não existe felicidade... nem ao menos esperança.
Há só o vazio.
Tudo é preto e branco.
Nada que faça alegrar.
Só consumação do meu ser, do que eu fui e de quem eu poderia ter sido.
Agora não tem mais jeito, nem ninguém para amar, nem sonho para sonhar ou esperança para agarrar.
Tudo em mim foi sugado, arrancado, terminado.
Somente a anestesia de não ter nada me acompanha.
Não há o que fazer.
Não sou mais ser.